Desenho inspirado no estilo japonês guro (q se utiliza do grotesco e da decacência, e outras coisa mais - sorry, não achei definição decente para por em link que não fosse em inglês)Zumbis e cia também tem momentos literários. A leitura de hoje é Macbeth.
Para quem não está reconhecendo os 4 sentados ouvindo a leitura dramática da Dona Caveira, observe da esquerda para direita: Um dos zumbis-dançarinhos de Thriller, o respeitável senhor Salad Fingers, Aquele-que-não-deve-ser-nomeado Lord Voldemort e um zumbi figurante que usa um gancho de pirata vindo de "Madrugada dos Mortos".
Em cima da árvore de folhas de escremento está um pato de borracha, cuja alma enjaulada reflete-se em fotografias como essa. Sim, essa alma fez participação especial em "Coragem, o cão covarde". Mas este é o nosso segredinho... *Scar*
O riacho vermelho que vem da cabeça de Lord Voldemort se deve ao pé/meia-perna que foi repentinamente encrustrado em sua cabeça. Infelizmente, o senhor Voldemort não tem se alimentado direito e suas plaquetas estão muito baixas, então o sangue jorrou terrivelmente. Mas ele até que ficou confortável com a situação depois de um tempo.
E o zumbi de Thriller acabou sendo vergonhasamente retratado logo depois que urinou com uma parte muito emocionante e assustadora da história.
*Crítica da Arte*
Não posso deixar de dizer que a bater meus olhos nesta obra-prima, senti que estava diante de algo especial. Em poucos segundos de observação, se é capaz de perceber um dos porquês: a cena transmite calor aconchegante inusitado. Não sei dizer se é pela pureza do traço, ou pela escolha acertada da posição dos elementos que a compõem. O fato é que não há como olhar para o retrato e não sorrir.
Os escrementos em cor realista são uma grande sacada. Lembram as folhas de outono e uma passagem rápida sobre a obra pode enganar os desavisados. Sem falar no rosto camuflado da árvore, que contrasta com a cena em geral, mas nos lembra do sombrio por de trás deste momento encantador.
Boa escolha também foi não se ater muito a ficar desenhando túmulos para passar que aquilo é um cemitério. Os dois túmulos fazem o serviço, e o estilo minimalista acaba por dar um toque especial.
Há muitas controvérsias sobre o pato de borracha no mundo da crítica. Muitos colegas não gostam dele. Eu gosto. Um pato de borracha que se dá ao trabalho de subir numa árvore para ouvir Macbeth na voz doce e rústica da Dona Caveira é certamente um toque muito inspirado da artista. Mais inspirado ainda é revelar - e sincronizar os obscuros ocultos - a alma desta aparentemente inocente figura, coberta de ódio e inquietação, muito bem transmitidas nos olhos e na expressão corporal do lado negro do pato.
Não é difícil se apaixonar pelos cinco personagens do grupo literário. Primeiro pelo que eles são. Vilões sempre cativam mais um público, e vilões interessados em Shakespeare inevitavelmente arrancam expressões de aprovação. Segundo pela naturalidade com que estão posicionados. Dona Caveira em sua elegante pose de pernas cruzadas. O zumbi que só serve para dançar Thriller se assustando e, numa situação amavelmente vergonhosa, urinando-se. Salad Fingers nunca foi visto tão concentrado. Lord Voldemort e sua tranquilidade e interesse em continuar ouvindo a história mesmo com uma perna na cabeça que lhe faz sangrar até o infinito. E doce zumbi de Madrugada dos Mortos, cujo aspecto assustador e a horrorosa boca aberta a primeiro momento quase obstruem sua expressão atenta, com direito a baba e coluna ereta.
Como não se enternecer diante deste retrato? Só a incompreensão poderia explicar. Não obstante, os mais superficiais poderiam se negar a gostar pela simplicidade do traço e da pintura, que talvez desvalorizem a genialidade da obra diante deste olhos pouco treinados. Pobres ignorantes. É certo de que a configuração conceitual talvez corrompa alguns paradigmas da sociedade em que vivemos, mas não é para isso que servem os artistas?
Para quem não está reconhecendo os 4 sentados ouvindo a leitura dramática da Dona Caveira, observe da esquerda para direita: Um dos zumbis-dançarinhos de Thriller, o respeitável senhor Salad Fingers, Aquele-que-não-deve-ser-nomeado Lord Voldemort e um zumbi figurante que usa um gancho de pirata vindo de "Madrugada dos Mortos".
Em cima da árvore de folhas de escremento está um pato de borracha, cuja alma enjaulada reflete-se em fotografias como essa. Sim, essa alma fez participação especial em "Coragem, o cão covarde". Mas este é o nosso segredinho... *Scar*
O riacho vermelho que vem da cabeça de Lord Voldemort se deve ao pé/meia-perna que foi repentinamente encrustrado em sua cabeça. Infelizmente, o senhor Voldemort não tem se alimentado direito e suas plaquetas estão muito baixas, então o sangue jorrou terrivelmente. Mas ele até que ficou confortável com a situação depois de um tempo.
E o zumbi de Thriller acabou sendo vergonhasamente retratado logo depois que urinou com uma parte muito emocionante e assustadora da história.
*Crítica da Arte*
O inusitado aconchego
Não posso deixar de dizer que a bater meus olhos nesta obra-prima, senti que estava diante de algo especial. Em poucos segundos de observação, se é capaz de perceber um dos porquês: a cena transmite calor aconchegante inusitado. Não sei dizer se é pela pureza do traço, ou pela escolha acertada da posição dos elementos que a compõem. O fato é que não há como olhar para o retrato e não sorrir.
Os escrementos em cor realista são uma grande sacada. Lembram as folhas de outono e uma passagem rápida sobre a obra pode enganar os desavisados. Sem falar no rosto camuflado da árvore, que contrasta com a cena em geral, mas nos lembra do sombrio por de trás deste momento encantador.
Boa escolha também foi não se ater muito a ficar desenhando túmulos para passar que aquilo é um cemitério. Os dois túmulos fazem o serviço, e o estilo minimalista acaba por dar um toque especial.
Há muitas controvérsias sobre o pato de borracha no mundo da crítica. Muitos colegas não gostam dele. Eu gosto. Um pato de borracha que se dá ao trabalho de subir numa árvore para ouvir Macbeth na voz doce e rústica da Dona Caveira é certamente um toque muito inspirado da artista. Mais inspirado ainda é revelar - e sincronizar os obscuros ocultos - a alma desta aparentemente inocente figura, coberta de ódio e inquietação, muito bem transmitidas nos olhos e na expressão corporal do lado negro do pato.
Não é difícil se apaixonar pelos cinco personagens do grupo literário. Primeiro pelo que eles são. Vilões sempre cativam mais um público, e vilões interessados em Shakespeare inevitavelmente arrancam expressões de aprovação. Segundo pela naturalidade com que estão posicionados. Dona Caveira em sua elegante pose de pernas cruzadas. O zumbi que só serve para dançar Thriller se assustando e, numa situação amavelmente vergonhosa, urinando-se. Salad Fingers nunca foi visto tão concentrado. Lord Voldemort e sua tranquilidade e interesse em continuar ouvindo a história mesmo com uma perna na cabeça que lhe faz sangrar até o infinito. E doce zumbi de Madrugada dos Mortos, cujo aspecto assustador e a horrorosa boca aberta a primeiro momento quase obstruem sua expressão atenta, com direito a baba e coluna ereta.
Como não se enternecer diante deste retrato? Só a incompreensão poderia explicar. Não obstante, os mais superficiais poderiam se negar a gostar pela simplicidade do traço e da pintura, que talvez desvalorizem a genialidade da obra diante deste olhos pouco treinados. Pobres ignorantes. É certo de que a configuração conceitual talvez corrompa alguns paradigmas da sociedade em que vivemos, mas não é para isso que servem os artistas?
Shania McRoosevelt,
crítica pelo New Vork Lines, formada em Artes pela Brown University
crítica pelo New Vork Lines, formada em Artes pela Brown University
Nenhum comentário:
Postar um comentário